
- Fim de papo no Barradão!!! Início de festa na Cidade!!!
Tudo de volta a normalidade no futebol da bahia. Como já era de se esperar, está mantida a hegemonia estadual que já dura maravilhosos oito anos, sendo interrompida apenas pela segunda força do estado, o Colo-Colo em 2006.
Choveu. Choveu e Choveu muito. Durante os 90 minutos de jogo caiu água de com força sobre o solo sagrado do Monumental Barradão. Pra quem como eu, adentrou ao recinto Rubro-Negro às 15h, foram ao todo cinco horas de toró sobre a cabeça, e não restam dúvidas de que qualquer um de nós, passaria por tudo isso novamente.

Eis a recompensa Rubro-Negros.
A despeito de toda a água que se via, o Barradão fervia. O time logo tratou de entrar no mesmo clima. Por volta dos 5 minutos de jogo, Apodi deu sua tradicional disparada e abafou a saída de bola adversária: roubando a bola, tirando o goleiro e inexplicavelmente chutando na trave. Inegavelmente o Leão sentiu a chance perdida, viu-se um time cabisbaixo no primeiro tempo, passivo as ações incolores. Sofreu dois gols, porém o segundo destes, teve efeito desastroso, pois além de ser resultado favorável ao itinga, aconteceu aos 45 minutos, destruindo a possível estratégia e conversa do Ray-Ban Man Carpegiani, como diria sêu Françuel.

Abro aqui um parêntese para re-relatar os acontecimentos no vestiário Rubro-Negro. Segundo o próprio Carpegiani o clima estava muito pesado, todos reclamavam de todos, discussões generalizadas, os atletas tentavam compreender o que aconteciam. Nosso treinador nada fez ou disse, além de pedir que O Rei e capitão Ramón, acalma-se os mais exaltados. Sabiamente nos minutos finas do intervalo The Ray-Ban Man mexeu com o brio dos jogadores. Citou a brilhante partida que estes haviam feito frente ao CAM, mencionou o espetáculo que dava a Torcida do Leão, e prometeu: espondam-me em campo, que ponho o time pra cima.
Dito e Feito, Fecha Parênteses.
Foi outro time aquele do 2° tempo. A bola passava redonda pelos pés do Reizinho, que sem brilhantismo foi vital no jogo. Em um daqueles momentos de lucidez, Apodi cruza muito bem pra área, e lá alguém luta, briga, chuta e corre. Corre pro abraço NETO… corre que é seu. Prometia um gol em ba X VI a um bom tempo. Prometeu e cumpriu na melhor hora possível, o gol que trazia a taça de volta pra casa.

Um gol com a cara de Neto: Brigado, Suado. Decisivo.
O Barradão foi abaixo. Por incrível que pareça viam-se rostos incrédulos, pasmos com o que viam. Um barulho capaz de acordar até defunto se fez presente daí ao fim do jogo. Ainda a partir daí Jackson e Apodi perderam chances incríveis, ma nada que fosse fazer falta, afinal o que faltava… Ah o que faltava estava por vir.
Ele ergue a cabeça no meio-campo e enxerga o serelepe Adriano livre, este dá uma cavadinha em profundidade para sabe-se lá quem, pois Neto e Bida chegam ao mesmo tempo na bola e sofrem o duplo penalti do goleiro incolor. Ele segura a redondinha e ninguém lhe tasca. Certamente o amigo sabe quem é Ele não?
O Rei… tudo bem que pra uns o aposentado, o ex jogador, o sem-folego. Para estes, minhas condolências já são o bastante. Já o Reizinho não acha o bastante. Para este é preciso destroçar, humilhar, e marcar gols. Ramón deixa sua marca mais uma vez no pobre rival e vence em cima deste o milhonésimo campeonato.
Ao apito final, um quebra-pau dos demônios, aconteceu no campo. A polícia tratou de expulsar os arruaceiros,e logo se teve início a festa Rubro-Negra.

Deixo como brinde a sugestão aos dirigentes do clube de Lauro de Freitas, que gratifiquem ao Colo-Colo de alguma maneira. Creio que uma menção honrosa seria de bom grado para a equipe Ilheense, vide que esta tenha sido a única a esboçar uma concorrência ao Vitória. Vitória este que não fosse a interferência do Tigre do Cacau, seria… deixa eu contar, que eu tô até me perdendo… Octa Campeão. Espantoso não?
